sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Aves (I): flamingo, guará, garça e íbis

Flamingo: O flamingo é um pássaro de grande porte, integrante da família Phoenicopteridae. Ele tem membros inferiores longos, o bico extenso em forma de arco, similar ao nariz de um papagaio, de coloração amarela com a porção final preta; seu corpo é forte e grosseiro. Alguns estudiosos posicionam o flamingo-andino e o flamingo-de-james em uma outra categoria, por conta de algumas variações no bico. Ele tem uma extensão que varia entre 90 e 150 centímetros e, ao se colocar em pé, pode alcançar até 1,5 m e pesar cerca de 1,8 Kg. O macho é sempre um pouco maior que a fêmea. As asas do flamingo são imensas e o rabo não tem um grande comprimento. Suas penas têm cores muito vivas, especialmente na tonalidade rosa, inclinada para o vermelho. Estes animais, muito encontrados em lagos, lagunas de pouca profundidade, águas salobras desprovidas de vegetação, perto do mar e em lodaçais, nutrem-se de algas e crustáceos menores por meio de filtragem. Eles pescam sempre com o longo pescoço virado para baixo; assim a maxila fica posicionada na parte funda do lodo. Com seu bico a ave passa a refeição – larvas de moscas, moluscos, minúsculos crustáceos e algas – por um filtro. Na estação primaveril os flamingos se agrupam em comunidades para edificarem seus ninhos. Cada um é construído com um cone incompleto feito de lama, a qual é sovada com seu bico. A fêmea choca dois ovos de tom azul, os quais são mensurados em 85 x 55 mm, e este processo leva de 28 a 32 dias. Como ele é alto, seu ninho é estruturado em uma altitude de 10 a 40 cm. Estes pássaros vivem em grupos volumosos, perto de regiões aquáticas; alguns têm o poder de viver, inclusive, em áreas de grande salinidade. Eles possuem hábitos diurnos e noturnos. Ao adormecer, a ave se imobiliza e preserva uma das patas dobrada próxima ao peito; a outra, delgada e comprida, sustém o corpo com incrível equilíbrio, embora seja uma árdua tarefa estabilizar o pescoço, principalmente por conta da pressão do bico. Ele o sustenta arqueado sobre a parte posterior e situa a cabeça entre a asa e o corpo. Este animal procede de Trinidad e Tobago, sendo considerado o principal espécime desta região. Ele é encontrado naturalmente no Brasil, no Peru, no Chile, no Uruguai e na Argentina. Atualmente esta ave se encontra em risco de extinção, pois é muito cobiçada como animal de estimação, o que contribui para a caça e o comércio deste pássaro.
 flamingo
  
Guará: O guará (Eudocimus ruber), também conhecido como Íbis escarlate ( scarlet íbis, corocoro rojo, dependendo do país), é uma ave pertencente à família Threskionithinae e à ordem Ciconiiformes. Este pássaro é originário do continente americano. Sua distribuição ocorre nos seguintes países: Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador, Guianas e na Ilha de Trinidad e Tobago (país do qual esta ave é símbolo). Costuma viver abaixo de 300 m de altitude e sempre perto de depósitos de água doce com matagal em suas beiras, assim sendo, frequenta pântanos, estuários, bancos de areia, rios e manguezais, onde se alimenta de insetos, semente, frutas, serpentes pequenas, anfíbios, pequenos répteis, vegetais e crustáceos. O comprimento deste animal costuma oscilar entre 56 e 61 cm. Seu longo, fino e torto bico é utilizado para procurar comida em lugares lamacentos. Seu vôo é potente e gracioso (feito com o longo pescoço estendido). O rabo desta ave é curto e rechonchudo. As penas do adulto têm cor vermelha brilhante (que fica cada vez mais vermelha na medida em que o pássaro envelhece) em ambos os sexos. Da mesma forma que acontece com os flamingos, a coloração vermelha dos guarás vem do pigmento (carotenóide cantaxantina) dos crustáceos dos quais ele se alimenta. Os gêneros são semelhantes em aparência, mas o macho é um pouco maior do que sua companheira. A coloração dos guarás mais jovens é parda escura e, em alguns casos, castanha. Esta ave faz seus ninhos (na copa das árvores e na beira dos manguezais) em colônias que podem ser integradas por outras espécies de guarás e garças. A fêmea põe de dois a três ovos de cor esverdeada. A incubação dura aproximadamente 23 dias e é feita pelos pais, bem como a construção do ninho. Os filhotes abandonam o ninho no final de três semanas. Da mesma forma que outras aves, quando é necessário defender-se dos seus inimigos ou defender sua prole, o guará utiliza seu bico, patas e asas.
guará
   
Garça: As principais espécies de garça são “Ardea alba”, garça ; “Ardea cocoi”, garça-moura; “Casmerodius albus”, garça-branca-grande; e “Pilherodius pileatus”, garcinha real. Admirada principalmente pelas crianças por sua coloração branca, habilidade em caçar peixes e jeito de andar. A “Casmerodius albus”, a mais famosa entre todas, é a mais encontrada no Pantanal, em baías ou corixos, possui coloração branca, patas escuras e bico amarelo puro. Em épocas de reprodução desenvolve penas especiais conhecidas como egretes com um traçado meio “arrepiado” sobre a plumagem original. Iniciam o período de reprodução no mês de junho e o finaliza no mês de setembro, os ninhos são construídos na parte alta e baixa das árvores. Os ninhos são construídos com gravetos, galhos secos e capim. A espécie costuma caçar peixes, anfíbios e insetos. Estão presente em áreas abertas e em matas fechadas. A curiosidade é a palavra “Guaratinguetá” que significa “ muitas garças brancas”, pois o termo “guara” significa pássaros, “tinga” corresponde a branco, e “eta” a muitos.
garça-branca-grande                                         garça-moura
   
Íbis: Threskiornithinae é uma subfamília de aves ciconiformes que inclui as aves conhecidas como íbis, curicaca ou tresquiórnis, sendo que as espécies brasileiras têm nomes locais muito variados. Os íbis são aves pernaltas com pescoço longo e bico comprido e encurvado para baixo. São na maioria dos casos animais gregários, que vivem e se alimentam em grupo. Vivem em zonas costeiras ou perto de água, ricas nos seus alimentos preferenciais: crustáceos e moluscos. O grupo está distribuído pelas regiões quentes de todos os continentes. De acordo com a tradição popular em alguns países, o íbis é a última ave a desaparecer antes de um furacão e a primeira a surgir depois da tempestade passa. No Egito Antigo, o íbis era objeto de veneração religiosa e associado ao deus Thoth. O íbis foi citado na Bíblia Católica e na Nova Tradução na Linguagem de Hoje no Livro de Jó como sendo uma ave que anuncia as enchentes do Rio Nilo. O íbis-sagrado (Threskiornis aethiopicus) e o íbis-branco-australiano (Threskiornis molucca), são duas espécies de íbis.
íbis-sagrado                                              íbis-branco-australiano
  

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